Não importa
quantas vezes olhaste para o espelho e sonhaste ser capaz de ignorar. Não
importa as vezes em que encostaste a palma da mão ao coração, como se dessa
forma o impedisses de saltar do peito. Não importa as vezes em que disseste que
estavas a chorar pela última vez, ou gritaste a plenos pulmões o fim. Não
importa, e nunca irá importar. Sabes porquê? Porque quando a dor te transborda
pelo peito, e te inunda os olhos roubando-te cada pedacinho de respiração, tudo
aquilo que proferiste em tempos de audácia e tenacidade, simplesmente deixa de
fazer sentido. E isso, é a única coisa que irá importar.

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