
Nós somos apenas nós. Vulgares escritores de escritas sábias, de corações consumidos e memórias devoradas. Com o prazer mútuo e momentâneo da extravasão, sem intento de glória mas sim de placitude. Derramamos lágrimas de tinta, fazendo do papel o nosso aconchego. Partilhamos a textura fina e quebradiça dos nossos vislumbres e acreditamos que não somos os únicos a respirar perigo. Escrevemos para viver, e alimentamo-nos das palavras cruéis e mortificadas que todos os dias saem das nossas mentes. Não esperamos compaixão, mas sim humanização! Apenas queremos crescer. Como o papel brota poluído de algo morto!
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