Please, come back for me not because of me.




Não voltes agora, por favor, fica onde estás. Não te precipites na minha direcção, nem me envolvas nos tactos mais perfeitos que já senti. Entende que não digo isto de ânimo leve, nem o faço por fazer. Eu quero que voltes, quero dizer que continuo apaixonada, e que o meu coração ainda falha sempre que te encontras perto. Mas já não consigo ver-te voltar. Já não aguento aquele teu ar afável, de menino arrependido e cheio de futuro. Aquele teatro resplandecente de promessas e desculpas do passado. Por favor, entende que já não há palavras, gestos ou sorrisos. Nem suspiros prolongados de pura satisfação. Há apenas repetições. Monotonia fraca e hipócrita em tudo o que fazemos. Tornamo-nos aborrecidos em conjunto, temos que admitir. Já não somos um poema moribundo, nem um dó e um fá melodioso. Somos apenas a c e o (…). Falsos, melancólicos e a tentar demais. Somos muito mais bonitos e doces quando somos naturais. Quando sorrimos um para o outro distraidamente em vez de forçarmos os cantos dos lábios a separar-se. Percebes isso, não é? Sei que tu próprio o sentes. Consigo perceber isso no teu olhar, naquele que já não conheço. Por isso peço-te, não voltes agora. Não para este desconhecido em que nos tornamos. Se realmente quiseres voltar, volta para me fazeres sentir-te de novo em cada pulsação. 

desculpa, por vezes torna-se sufocante escrever aquilo que não quero admitir.

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