Feliz Ano Novo.



31 de Dezembro de 2010.
00:00h




Fechei os olhos e congelei o momento. Estavas lá, sempre estiveste. Este ano permaneceste em mim como uma poeira minúscula que se entranha no meu corpo. Sorriste-me numa dança natural de despedida e partiste (…) Senti um despertar confortável percorrer-me as veias! Como se toda a minha espinha estremece-se com o libertar de uma nova fase.

Este ano fizeste-me crescer. Por entre os lenços enxugados de lágrimas; os sorrisos forçados e os verdadeiros; os olhares intermitentes de paixão; foste capaz de esticar os limites do meu pensamento, como se moldasses com as tuas mãos azedas todo um novo ser. Foi um ano de descobertas, um ano de livros e cadernos diários, de filosofias do coração, e de ciências exactas. Corrido ao pontapé pelas arestas do tempo, foi um ano de sins e de nãos. Um ano de chuva e de sol, de coragem e cobardia, de amor e ódio. Fizeste-me dançar nas linhas ténues dos dias, e agarraste-me sempre que ameaçava perder-me na imensidão dos mesmos. Agora que te foste, temo o que virá depois. Temo o desconhecido deste número ímpar em que me encontro, ou até mesmo o gélido nome dos novos meses que se avizinham. Porém não temo avançar. Sei que daqui a um ano, neste mesmo dia, a esta mesma hora, estarás aqui! Sorrirás para mim como se nunca tivesses ido, e aperceber-me-ei de tudo o que me ensinaste de novo. Feliz ano novo para todos!


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